A Black Friday 2025 foi marcada por uma intensa mobilização dos órgãos de defesa do consumidor no Rio de Janeiro. A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e o Procon-RJ uniram forças para emitir uma Recomendação Conjunta, estabelecendo diretrizes rigorosas para lojistas e fornecedores. O objetivo central dessa iniciativa foi garantir a transparência nas ofertas e coibir práticas abusivas, como a famosa "maquiagem de preços", assegurando que o consumidor tivesse acesso a descontos reais e informações claras durante o período promocional.
Embora a atuação do Procon seja fundamental para a fiscalização e aplicação de multas administrativas, é importante lembrar que o órgão não possui poder judicial para obrigar a empresa a indenizar o consumidor imediatamente. Infelizmente, muitas empresas ignoram as determinações do Procon, deixando o cliente no prejuízo. Se você foi lesado durante a Black Friday 2025 e a via administrativa não resolveu, o próximo passo inteligente é o Resolve Juizado. Nossa plataforma utiliza tecnologia avançada para analisar seu caso, aplicar a legislação correta e jurisprudências reais, gerando uma petição inicial completa. Reconhecido pela justiça como instrumento eficaz de acessibilidade, o sistema permite que você leve seu caso diretamente ao Juizado Especial (para causas de até 20 salários mínimos) de forma rápida, segura e sem custos com advogados. Quando o Procon não resolve, o Resolve Juizado é a maneira mais eficiente de garantir seus direitos. Acesse https://resolvejuizado.com.br e resolva seu problema agora.
Sumário
- Ação Conjunta: SEDCON e Procon-RJ
- Principais Regras da Black Friday 2025
- Combate à Maquiagem de Preços
- Transparência no Pagamento e Parcelamento
- Fiscalização e Autuações
- Conclusão
Ação Conjunta: SEDCON e Procon-RJ
Para a Black Friday 2025, a estratégia adotada pelos órgãos de defesa foi a prevenção aliada à fiscalização. O documento oficial, assinado pelo Secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, e pelo presidente do Procon-RJ, Marcelo Barboza, serviu como um guia de conduta para o comércio. A distribuição dessas recomendações começou semanas antes do evento, abrangendo sindicatos de lojistas, como o Sindilojas-Rio, e a Fecomercio, além de grandes centros comerciais e polos populares como a Rua Uruguaiana.
O intuito foi educativo: orientar os fornecedores sobre o que é permitido e o que é vedado pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), evitando que infrações ocorressem por desinformação. No entanto, a ação também deixou claro que o descumprimento das normas resultaria em sanções severas.
Principais Regras da Black Friday 2025
A Recomendação Conjunta estipulou quatro pilares fundamentais que os lojistas precisaram seguir rigorosamente. Essas regras servem agora como base legal para consumidores que identificaram irregularidades e desejam buscar reparação.
1. Transparência Total nas Ofertas
A clareza na comunicação foi a exigência número um. Durante a Black Friday 2025, os estabelecimentos foram obrigados a:

- Exibir de forma inequívoca o preço original (anterior) e o preço promocional.
- Destacar o percentual exato do desconto aplicado.
- Informar objetivamente sobre a quantidade de itens em estoque e a duração da promoção.
- Detalhar as formas de pagamento aceitas e eventuais diferenciações de preço para pagamentos em dinheiro ou cartão, conforme permite a legislação vigente.
2. Combate à Maquiagem de Preços
Uma das práticas mais nocivas ao mercado, a "maquiagem de preços" — onde o lojista aumenta o valor do produto dias antes para simular um falso desconto — foi o alvo principal da fiscalização. A recomendação proibiu expressamente:
- Elevação prévia de preços para criar a ilusão de promoção.
- Publicidade enganosa que induza o consumidor ao erro.
- Venda casada (condicionar a compra de um item à aquisição de outro).
- Assédio ao consumidor vulnerável, pressionando-o a fechar negócio sem reflexão.
3. Transparência no Pagamento e Parcelamento
Em conformidade com a Lei Estadual 6.419/2013, as regras para vendas a prazo foram reforçadas. O consumidor deve ter facilidade para entender o custo total do crédito. As exigências incluíram:
- O valor da parcela não pode ter mais destaque visual do que o valor à vista.
- O Custo Efetivo Total (CET) e o número de parcelas devem estar visíveis e legíveis.
- Respeito à Lei do Superendividamento, evitando a concessão irresponsável de crédito.
4. Disponibilidade do CDC
Como regra básica, mas muitas vezes negligenciada, foi reiterada a obrigatoriedade de manter um exemplar atualizado do Código de Defesa do Consumidor em local visível e de fácil acesso aos clientes, permitindo a consulta imediata em caso de dúvidas.
Fiscalização e Autuações
As autoridades destacaram que, embora o foco inicial fosse preventivo, a fiscalização no dia da Black Friday 2025 foi intensiva. Equipes da SEDCON e do Procon-RJ percorreram shoppings e lojas de rua verificando o cumprimento das normas.
Os fiscais possuíam autoridade para solicitar o histórico de preços dos produtos para verificar a veracidade dos descontos. Estabelecimentos flagrados praticando "falso desconto" ou outras irregularidades estavam sujeitos a autuações imediatas. Essa postura rigorosa visou proteger o poder de compra do cidadão e garantir um ambiente de concorrência leal entre os comerciantes.
Conclusão
As diretrizes estabelecidas para a Black Friday 2025 representam um avanço na proteção ao consumidor fluminense. Ao definir regras claras sobre transparência e publicidade, o Procon-RJ e a SEDCON forneceram ferramentas poderosas para que o cidadão possa identificar abusos. Se você realizou compras neste período e percebeu que alguma dessas regras foi violada — seja por maquiagem de preço ou falta de informação —, saiba que você tem o direito de reclamar e exigir reparação, utilizando a tecnologia para gerar petição e acessar a justiça de forma autônoma.

Perguntas Frequentes
O que é maquiagem de preços na Black Friday?
É uma prática abusiva onde o lojista aumenta o preço do produto dias antes da promoção para simular um desconto falso no dia do evento. O Procon fiscaliza e multa essa conduta.
Quais informações devem constar na etiqueta de oferta?
A etiqueta deve mostrar claramente o preço anterior, o preço promocional, o percentual de desconto e as condições de pagamento, garantindo total transparência ao consumidor.
O que fazer se o Procon não resolver minha reclamação?
Se a via administrativa falhar, você deve recorrer ao Juizado Especial Cível. O Resolve Juizado ajuda você a gerar a petição inicial e buscar seus direitos judicialmente.
A loja é obrigada a ter o Código de Defesa do Consumidor?
Sim. Todo estabelecimento comercial deve manter um exemplar atualizado do CDC em local visível e de fácil acesso para consulta dos clientes.
Como funciona a regra para exibição de preços parcelados?
O valor da parcela não pode ter mais destaque que o valor à vista. Além disso, o valor total a prazo e o número de parcelas devem estar claros.